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Calculadora de coeficiente de rendimento (tora → serrada)

Quanto a sua tora rende de madeira serrada, quanta tora um pedido de serrada consome e quanto resíduo a conversão gera — com o coeficiente de 35% da CONAMA 411/2009.

Tora processada100,000
Madeira serrada35,000
Resíduo gerado65,000

O resíduo não sai do controle: no DOF+ ele é categoria de produto, com código de rastreio próprio herdado da peça-mãe. Declarar a conversão sem o resíduo deixa volume sem destino no sistema.

Como o coeficiente funciona

CRV = volume de madeira serrada ÷ volume de tora processada. A Resolução CONAMA 411/2009 (alterada pelas 474/2016 e 497/2020) adota 35% como referência para tora e torete que viram madeira serrada. Na prática: 1 m³ de tora rende cerca de 0,35 m³ de serrada, e cada m³ de serrada consome cerca de 2,86 m³ de tora.

Por que isso é conferido numa fiscalização

A conversão declarada no DOF+ não pode criar volume: a regra é saída ≤ entrada × rendimento. Se a serraria declara mais serrada do que o coeficiente admite para as toras que deram entrada, sobra crédito sem lastro no sistema — exatamente o que a conferência de estoque virtual procura.

O caminho contrário também chama atenção. Declarar rendimento muito abaixo do real faz sumir volume que existiu de verdade, e madeira sem destino declarado é tão difícil de explicar quanto volume a mais.

O resíduo continua controlado

Com 35% de rendimento, quase dois terços da tora viram costaneira, serragem e peça de aproveitamento. Isso não é perda invisível: no DOF+ o resíduo é categoria de produto, com código de rastreio próprio, herdado da peça-mãe. Declarar a conversão sem declarar o resíduo deixa volume sem destino no sistema.

Quando o CRV não é o número que importa

Quem compra e revende madeira serrada, sem desdobrar tora, quase não usa este coeficiente no dia a dia. Nesse caso o que controla o saldo é a cubagem correta da peça. O CRV entra quando há entrada de tora para desdobro, quando é preciso explicar uma conversão ao fiscal, ou quando se gera e destina resíduo de espécie nativa.

Perguntas frequentes

O que é coeficiente de rendimento volumétrico (CRV)?
É a relação entre o volume de madeira serrada produzida e o volume de tora processada: CRV = serrada ÷ tora. Ele mede quanto de produto sai de cada metro cúbico de matéria-prima que entra na serraria.
Qual é o coeficiente de rendimento da CONAMA 411?
A Resolução CONAMA 411/2009, alterada pelas Resoluções 474/2016 e 497/2020, adota 35% como referência para a conversão de tora e torete em madeira serrada.
Quanto 1 m³ de tora rende de madeira serrada?
Com o coeficiente de referência de 35%, 1 m³ de tora rende cerca de 0,35 m³ de madeira serrada. No sentido inverso, produzir 1 m³ de serrada consome aproximadamente 2,86 m³ de tora.
Posso usar um coeficiente diferente de 35%?
Sim, desde que o órgão ambiental aceite um CRV específico apresentado em estudo técnico-científico. O coeficiente é apurado por espécie, pela média dos rendimentos medidos tora a tora, admitindo-se erro de 10% sobre a média na definição da amostra.
O resíduo do desdobro precisa ser declarado?
Sim. No DOF+ o resíduo é categoria de produto, com código de rastreio próprio herdado da peça-mãe. As categorias previstas no Anexo IV da IN Ibama 16/2022 incluem Madeira Serrada de Aproveitamento, Resíduo para Fins de Aproveitamento Industrial e Resíduos para Fins Energéticos.

Os índices podem ser atualizados por norma posterior — antes de usar num documento oficial, confirme o valor vigente no texto compilado da CONAMA 411 no portal do IBAMA.